Alma Nua

Alma Nua por Madalena Gomes.

 

 

Momentos...

Sonhos de amor
 
 
Essa nobreza de sentimento que te invade,
que se apodera aos poucos da tua alma,
te faz cada dia mais importante para mim.
És tão lindo, diferente, único!
Não consigo não te amar...
Queria ter as manhãs junto a ti 
para te fazer doces mimos,
esperar-te o dia inteiro para podermos nos enroscarmos
nos nossos abraços, toda a noite e, 
pela manhã, 
junto à soberania do sol, 
mais uma vez te mimar, e te esperar,
e de novo te amar, e te amar...
 
Madalena Gomes
João Pessoa, Pb
21.04.18

 

 

 
Desertos.

Não é o vazio que dói                        
É essa plenitude da ausência
Da distância infinita...
Que se criou do nada intencional.
 
Não é o transcender do ilusório, 
o vazio...
É o transbordar das noites sem ti
É a espera dos dias infindos
E os amanheceres cheios de recomeços iguais.
 
Não é a fugaz beleza do encantamento
Que machuca, que se rebela no peito
É a impossibilidade do haver
O caminhar lento e solitário rumo ao acaso.
 
Como vultos incoerentes, obstinados
Fazendo-me crer no inexistente
Não é o vazio que dói
Mas, tudo o que se faz vazio, deserto!
 
 
Madalena Gomes
João Pessoa, Pb.
03.01.2018

 

 

Vamos Vida...!
 
 
O Livro está ali na praia, aberto
folhas ao vento, vão e voltam
o que temos para o agora?
folhas em branco, reluzentes!

Vamos vida, escrever-lhe algo!
Não as deixemos em branco, vazias!
Vamos falar da nossa solitude
e do amor que transborda rumo ao mar,
dos meus rios perenes de carinho e paz.

D'outros abraços, quiçá, inteiros
D'outros beijos de alma, quentes e lúcidos
D'outros cheiros, de mar, talvez
Que nos deixem vivas!

Sem o cerco da morte
sem mentiras carentes
ou a inquietude da loucura
Vamos, vida! Nos surpreenda...
Com o amor que temos, que somos!

Escreva-nos uma bela história de amor!


Madalena Gomes
João Pessoa, Pb
03.01.2018

 

O site Alma Nua é perfeito, traz espaço para poemas de outros autores também.

 

Mestiça Brasiliana
 
 
Diva encantada em cujos lábios rosados guarda o mel,
Deixe apossar-me de você com a volúpia do selvagem amor,
Sorvendo de seus macios seios o néctar dos deuses do Olimpo,
Em profusão desvairada sentir o gozo qual primeira vez,
Qual primavera masculina a desabrochar no corpo menino e sedento,
Do sexo, da carne morena que em perfumados óleos me faz delirar.
 
Oh, princesa amada, arredia lupina que me fere que me torturas,
Com suas garras cardeais tal qual gume de adaga samurai,
Não permitas, oh encantada criatura que em estado licantrópico,
Venha à lua me encontrar.
 
Bela mameluca ardente do sol dos trópicos a se banhar,
Saúda-me com teus abraços, encostas teu peito junto ao meu,
Com o calor de teus lábios aquece meu peito,
Com a morna secreção de sua boca, busca o ponto,
O topo da loucura, o êxtase o prazer.
 
Mestiça das terras e das serras de Iracema,
Aperta-me junto ao seu corpo e no compasso de um só coração,
Conta-me os segredos das suas curvas e nesses geográficos acidentes,
Dá-me a permissão para ser seu explorador, um sonhador,
Um poeta, um amante um vitorioso conquistador.
 
Guilhermino




 

"...Brinca nesse entrelaçamento 
estonteante, inebriante...
que faz a pele eriçar na emoção de palavras, 

no sussurrar de
versos, no enlace da imaginação proibida 

e permissiva, que
nos faz perder os sentidos..."

Verinha Fagundes
 

 



 "...Num sussurro imitando o gemido ...
numa entrega lasciva...
num embriagar de amor corpo e alma...
entrego mais que minha carne...
entrego a minha essência e te levo ao
mais desvairado prazer..."

Verinha Fagundes


Amor, Sexo, Desconexo

 
 
Amor não tem sexo, nem nexo 
Tem cheiro,calor, suor 
Amor não tem preconceito 
Tem saudade no peito 
Amor não tem razão 
Ele é puro coração 
Amor não tem dono é sensação 
É sentimento, emoção 
Amor não fala, sente 
É vontade, desejo, entrega 
Amor não vacila, não nega 
É verdade, é vontade 
Amor não reserva, se apega 
Amor não esconde, se apresenta 
Amor não fere, acalenta 
É o verso e reverso 
É puro, é lascivo 
É contido, é exposto 
É escrito, é vivido, é sentido 
Amor é magia, é fantasia 
É tristeza, é alegria 
Amor não tem nexo, desconexo 
E muito menos tem sexo. 
 
Verinha Fagundes
 
 
 
Meu Homem
 
 

 

Te fiz meu homem
Matei tua fome
Bebi do teu prazer
Te dei meu corpo
Vivi teus sonhos
Acolhi teu gozo
Abri meu ventre
Te recebi
O colo te ofereci
Agucei tua libido
Tomei teu partido
Beijei tua boca
Te amei como louca

 


Verinha Fagundes




 

Desejos da Mulher Madura

 

Linhas na face, cicatrizes na alma, 
fragilidade imperceptível.
Uma beleza rara, uma linha tênue, o novo e o velho.
Rugas que marcam a face de um caminho percorrido,
fazendo da vida uma linda estrada de amores, 
paixões, decisões,
ausências, dissabores, 
desamores, dores, vazios, 
males não resolvidos.
 Porém, no corpo, o desejo lateja.
Apesar do tempo exilado, 
que escoa entre sonhos,
ilusão e razão, nas armadilhas da vida,
os grandes sabores, 
lamúrias, gemidos, dores, 
que queimam e ferem.
Na pele, o desejo ainda aflora, 
nos olhos límpidos da menina,
o sonho de amor da mulher, 
nas lembranças, doces prazeres,
na realidade, o desejo de ser possuída.
Suavemente, a gueixa desponta, 
bela sensualidade a todos afronta.
Foi menina, mulher e hoje fêmea que brinca, 
provoca, sempre no cio.
Exuberante, de um perfume marcante, 
exalando sagacidade
e até ingenuidade, voraz nos sentidos 
e sábia nas palavras.
Perfeita sempre, entre o certo e o errado.
Fogosa, de formas libidinosas, 
delicada, formosa, literalmente gostosa.
Ter mais de cinquenta não a preocupa, 
ama, chora, sente, aflora,
sem nenhuma culpa.
A vida a fez assim, mulher de atitude, 
menina,
 fêmea e mulher madura.
 

 

Verinha Fagundes & Penélope Lsteak
 
 
Para conhecer o blog Alma Nua de Madalena Gomes acessem  madalenagomes.blogspot.com.br/



Fonte: Alma Nua - Madalena Gomes
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