Deunice Maria Andrade.

A fé nos traz a paz, harmoniza nossos sentimentos, abastece nossas forças.

Assim como a fé, as palavras, pensamentos e sentimento nobres rega nossa fé.

Conheçam um pouco a poetisa que encanta e canta a vida.

Leandro Campos Alves.

Setembro de 2016.

 

 

 

 

Conheçam seus pensamentos e poemas.

 

Olho para o chão, vejo a minha terra, olho para os montes, vejo a beleza desenhada nas montanhas...Na imensidão meus sonhos ganham espaço e como estrela cadente no céu, enquanto vejo tudo eu falo: _Como é lindo o meu Brasil! E sonho com o dia que a paz chegará em todas as nações e juntos abraçaremos uma só árvore, o nosso globo terrestre. Ouvirei várias línguas proclamando a paz no nosso universo. DMAL


Me guardei, não deixei ser levada pelas horas enclausuradas. Esperei e senti um ar de liberdade e quanto tudo parecia fluir, eu vi o amor sendo firmado. Me mostrei, revelei tudo que eu sou, ele compreendeu, deu-me a mão e fomos numa estrada livres. Olhando nos olhos não encontrei todas as respostas dos meus questionamentos, vi que amar é transparência, não tinha nada a revelar, eu me via na íris dos olhos dele. DMAL


No condor, eu vi uma asa de gigante...
Em uma cordilheira eu pude ver sendo devorado todos os restos da terra, as decomposições dos homens.
Uma limpeza sendo feita por uma ave de rapina.
Abutres do novo mundo, eu vi!...DMAL


Na praticidade dos nossos interesses nos cegamos para as verdades que contradizem os nossos desejos. Acreditar nos que nos convém é enganar o coração com um momento de placebo, nem sara e nem cura, apenas adia o nosso tormento. DMAL


Que a ausência não seja a minha amargura nem que leve minhas horas felizes, que aprenda com ela o vislumbrar da nova era que desponta ao raiar do sol. Trazendo-me a brisa com uma doce notícia: _Seu amado está vindo, não se aflija! Quando alguém parte é uma ausência necessária para que o vazio seja preenchido. O amor só adentra em casa vazia, em casa cheia ele é o habitante. DMAL


No permeio da alma e coração sãos meus desejos que guiam meus passos. Depois disso todo ato e todo caminho embora numa luta entre ir e ficar. Meu desejo e o meu prazer decidirão aonde pisar e no momento da partida, será como livrando da poeira no corpo, também vou embora por prazer. Na partida e na chegada eu avanço! DMAL


As sombras claras simbolizam a alegria que advém da paz. São figuras que nos transportam para o contentamento. Almas moribundas, perambulando pelas noites em pensamentos enamorados, sem ter parceria inventam faces no equinócio das estações. Quando o frio esfria os beijos, na ausência do espírito aventureiro que vagueia dentro de mim procurando pela luz. DMAL


O olhar do homem maduro revela mistérios desvendáveis num vestígio de tempo, histórias vividas, amores, perdas resultando num amadurecimento, ao longo do tempo. Comparado aos frutos, todo fruto maduro traz a polpa mais doce e mais suculenta. Assim acontece na alma de um homem maduro, quando tem alma doce, lembra favos de baunilha fazendo mais doce a vida da gente. DMAL


Ao longe tão longe eu ouvia uma melodia, não era legível ao meu ouvido...Andei, aproximei, me deparei com todos os sons, era festa na natureza. Eu vi os pássaros cantando em sintonia, os ventos bailando os galhos, contorcendo ao ritmo do vento... As mariposas sugando néctar levando essência de flores...Deparei com um mundo azul, a música levou-me para o eixo da terra, em pé nessa linha imaginária, eu vi o mundo em mim. DMAL

Deunice Maria Andrade

 

O SOL NASCERÁ QUANDO ACORDAR.

( Perséfone Diana)

 

Queria ler um estatuto diferenciado
onde o certo fosse honrado.
Onde esteja escrito que todos tenham o pão;
descansam na cama quente com colchão...
que o abrigo os proteja do sol e da chuva;
do frio aquecido com outros irmãos.
Queria ver uma mesa farta,
onde sobra não é resto num lixão.
O Direito Humano vigiando não só a prisão;
se é por respeito ao ser humano ...
considere os famintos da raça humana.
Que seja visto as pústulas do sofrimento
de quem está caído ao chão de uma rua vazia
em meio à multidão.
Como desenganado no leito da morte
esperando que a fé se fortaleça;
que as pernas ganhem passos...
morreu a espera no milagre desesperançoso.
Ouça os pedidos feitos de quem implora por compaixão;
dê o suficiente para sanar cada carência...
dê a fração quando ladra o faminto cão.
Que não seja como a sangue suga que não se basta.
A dissonância pede a estabilidade dos que lutam.
Desarme as armadilhas dos caçadores sem noção.
Que o ronco na noite seja o ruído do trovão,
que o estômago esteja saciado sem esmola e doação.
Que não falte o trabalho para o homem não perder a dignidade.
Que não falte a fidelidade dos que buscam a lealdade.
Que não falte o tecido para coser a camisa e pregar os botões...
quando a casa for aberta mostra o peito onde bate um coração.
Clareia mais um dia e não muda nada;
verdades reveladas em plena luz condenando a escuridão.
Voltando ao deserto a incerteza encontra-me;
fora do paraíso onde morava Adão.
Mostre a revelação de que os ossos misturados após a morte;
não se diferenciam não!
Misture a pobreza e a riqueza, enterre juntos.
Escavando a terra são ossadas sem nomes;
o status condenado à sentença de morte
são seres impotentes enfrentando a solidão.
Enquanto o ancião olhando o sol esquenta a mão.

 

GOTAS DE PRAZER

 (Perséfone Diana)


Eu recordo na promessa de alegria;
foi no recomeço da espera;
o primeiro sinal envolvia;
sutilmente de nada o corpo se vestia.
Ouvido atento a palavra embora desmerecida;
possivelmente a recordação estremecia;
no corpo suado o brilho da lua trazia.
A pele nua em arrepio ao caminhar de dedos;
lábios acesos sedução trazida de longe.
A pele molhada esculpida de mãos descomedidas;
o braço da loucura perdia no leito da sanidade.
A intensidade dos sentidos agitando gemidos surdos...
como em uma deliciosa noite de amor;
esperamos poder possuir esferas;
excita caminhos inexplorados;
igual água revolta meu corpo agita.
A boca carnuda cede a carne a seus beijos;
em lampejos sensuais a eternidade se faz de nós.
Beba das nossas emoções sem culpa,
a saudade rastreando o amanhecer.
O calor está perdido fundido no seu ser;
aconchega seu desejo nas gotas de prazer;
fantasiando vejo-lhe se consumindo em mim.
O que a noite arrastou em carne e osso;
vive em mim metade do seu corpo.
Está em mim o alívio para as suas dores.
Está em mim o matizado de suas cores.
A mão que tira a paz é a mesma que satisfaz;
em curvas insinuantes entre sombras;
beija de leve meu pensamento.
O instinto pronuncia a ânsia fulminante;
inunda com lavas e me leva de volta ao fogo.
Sem coerência o luzir do olhar implora;
um pranto de paixão solto no ventre da madrugada.
Pousados na escuridão a fome avança;
enquanto nada assombra eu toco a minha necessidade.
Alimenta do meu desejo que eu cedo alimento a você;
resida nesse lar místico dois corpos e duas almas;
está dentro de mim o meu futuro
quando meu olho deita no seu peito calado
se acalma.

 

 

 

Texto de DMAL

 

Eu quero lembrar das minhas faltas fazer-me de presença...
Eu quero derrubar os meus falsos preceitos...
Ornamentar a rainha terra como quem oferta a pedra mais preciosa.
Eu quero carregar a nuvem dissipada do pensamento.
Eu quero comer do alimento cedido pelas mãos do homem carente...
Visitar os templos, ouvir o mensageiro entendido de sua sapiencia...
Que a prática do bem seja seguida por fiéis aos seus conceitos...
Que o preconceito seja pisoteado pelo trotar do cavalo sem raça...
Que o campeão seja aquele que sentou no último espaço....
Que o mantra seja exaltado na reflexão de um profano...
Eu desejo que o resmungo do trovão desabe em água nas fissuras do chão...
Que o barro pisado seja o vaso adornando o oratório em todos templos...
Que a seringueira não seja usada para apagar a folha escrita pelo homem...
Que a lucidez peça ajuda ao conhecimento de um louco...
Que o equívoco não desequilibre os olhos precisos contra a conspiração...
E que acima de tudo receba por herança o belo coração do patriarca....
Que a semelhança seja apenas a fragilidade em prol da harmonia...
Que surjam flores brotando das lágrimas em árduas temperanças suportadas...
Infinitamente a inferioridade nos coloca nos pontos altos para alcançar o céu...
Acenando, a certeza se despede da dissimulada e inútil desavença...
Adestrando, preparando o manejo do laço, enlaça a fera em silêncio ... 
O bom pastor conhece a floresta dos queixumes ao tédio da noite...
A noite parece dizer: _ Não antecipe o temor, espere a fera rugir e lute...
DMAL

 

Fonte: Facebook – Pagina da poetisa Deunice Maria Andrade.

 

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