Fogão a Lenha.

Foto arquivo pessoal Gisele C. de Souza

 

Lembro claramente,

daquele fogão de lenha.

vermelho reluzente,

com chapa negra e bem quente.

Sua fumaça sai calmamente,

pela chaminé que ficava a sua frente.

 

Construído sobre o chão liso,

verde era a cor daquele piso.

 

Em pé ao seu lado,

vejo até hoje a figura,

da mulher de meia altura,

que cozia os alimentos,

com a maestria de sua idade,

expressando a sua felicidade.

 

Aquela senhora de singela expressão,

trazia paz ao meu pequeno coração.

Sempre escutava sua voz alegremente,

cantando músicas religiosas,

em suplica de oração,

com cantigas preciosas,

que me enchia de emoção.

 

Ah fogão de lenha!

Que saudade que tu trazes,

daquele tempo que passou,

e ao longe me deixou.

 

Lembro das panelas em sua chapa,

e do cheiro gostoso,

do preparo daquele almoço.

 

Ah fogão de lenha!

Tão presente em minha memória.

Saudoso foi aquele tempo,

que construiu parte da minha história.

 

Ah fogão de lenha!

Que trazes em seu rastro,

o amor mais puro e castro,

daquela meiga senhora,

que também faz parte da minha história.

 

Ah fogão de lenha!

Que muito foi manejado,

por minha avó,

que a ela hoje tenho saudado.

 

 

 

Até hoje guardo o seu amor,

na lembrança daquele passado,

que se faz tão presente,

na memória de sua gente,

que a tanto tem amado.

 

Ah fogão de lenha!

Poucos lembram de ti,

solitário naquele canto.

Mas deixo nestas linhas,

transcritos em versos e oratória,

um pouco de minha memória,

para contar a nossa história,

saudando aquele passado,

que se fazia presente,

a figura tão amada,

de minha amiga, companheira,

e sempre muito conselheira,

uma pessoa amiga e verdadeira.

 

Deixo sempre a ela meu abraço,

mostrando meu forte laço,

ao amor que transpõe barreiras,

e supera todas as fronteiras,

de dois mundos paralelos,

ligados por um único elo.

que é a saudade de seu neto.

 

Ah fogão de lenha!...

que trazes o meu lamento,

escrito neste momento.                      

Por um passado,

que ainda és tão forte em meu pensamento.

 

Ah fogão de lenha!...

Hoje choro de saudade,

por esta saudade eternizada,

pelo amor de minha avó,

que sempre por mim foi amada.    

 

 

Leandro Campos Alves.

Poema "Fogão a Lenha".

Livro "Mémorias Postumas".

2018.

                          


 

 Todos direitos estão reservados a autor  conforme artigo (Lei 9610/98).                   

 Todos direitos estão reservados a autor  conforme artigo (Lei 9610/98).

Contato

Leandro Campos Alves Caxambu MG / Liberdade MG. leandrocalves@hotmail.com