Gravatá Dea G. Coirolo Antunes

        Nasci no Uruguai, fiquei lá até meus 38 anos. Em 1984 vim para o Brasil como correspondente extrangeira do Jornal El Telegráfo de Paysandu Uruguay. Viajei por outros continentes. Sou prof. de Biologia. Curto poetas como Lorca, Neruda, Miguel, Hernandes; Manuel Bandeira, Mário Quintana, e outros tantos. Sou casada com um escritor, Anchieta Antunes, tenho filhos e netos. Pertenço como Acadêmica à Academia de Letras, Artes e Ofícios Municipais de Pernambuco e desenvolvo a tarefa de Diretora da Comissão de Cultura da ALAOMPE (Academia). De 1990 a 1997 morei em Manaus - Amazonas, foi uma experiência única. Desde 97 moro em Gravatá - PE Viajo a Montevideu - Uruguai todos os anos para ver a família. Tenho 64 anos, amei muito, sou muito amada, Anchieta é meu grande amor, companheiro, amante e a quem admiro muito. Somos inseparáveis e pretendemos ficar assim até o fim da vida.

 

Fonte: http://gravatadeacoirolo.blogspot.com.br/

 

        A cidade de Bezerros, no Estado de Pernambuco, foi escolhida como segunda casa pela jornalista e escritora Dea Circe Garcia Coirolo. A escritora é acadêmica e secretária da Alaompe (Academia de Letras, Artes e Oficios Municipais de Pernambuco) e, atualmente, dedica-se ao Projeto “Sem Fronteiras“,  que compreende uma Antologia Binacional Uruguai-Brasil. Os poemas de Dea são pontes por onde vai e vem, em  fluxo contínuo, o amor que ela sente por estes dois lugares: o Brasil e o Uruguai (sua terra natal). Há mais de trinta anos morando no Brasil, a poeta se recorda com amor de sua pátria e lhe presta uma emocionante homenagem no poema Carta al Uruguai: mi país:
 

Al Uruguay que duerme
recostado en las curvas
de las sierras,
al del Ombú reinante
donde un tenaz hornero
construye su barrosa
y redonda casita;
al Uruguay de las palmas
donde penden “butiás”
en cachos amarillos;
al verde horizontal
de sus praderas,
al gris de sus granitos,
al blanco del calcáreo
que quiebra en vertical
las areneras.
Al Uruguay rodeado
por ríos y riberas,
al que acaricia el mar
con hileras de pinos
haciéndole un collar
fragante y zumbador;
al de las tribus extintas
de salvajes charrúas
mansos yaros
bohanes caminantes,
le digo desde aquí,
de la Amazonia que amo,
(verde abrazando verde,
superficie cáustica enredada
en corona de sol)
que cuando estremezco
de tanta aflicción,
soy dúctil al viento
molécula, nube, trampolín, motor.
Quiero el cielo nativo,
quiero el frío del Sur,
quiero en gotas pender,
quiero mojar mi tierra
y arrancarme esta pena
que indomable me ronda.
Una pena redonda
que me circunda en hoces
que me dilacera…
-¡Ay, mi Uruguay querido!
Voy en un vuelo húmedo
para empapar tu suelo
en primavera,
que me espera sediento,
que me espera…

 

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Postado por Renata Bomfim
Fonte: https://alaompe.wordpress.com 
 
Biografia de Gravatá Dea G. Coirolo Antunes
 
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Leandro Campos Alves Caxambu MG / Liberdade MG. leandrocalves@hotmail.com